Carmim e Café

Puxe a cadeira e pegue mais um café

PAUSA PARA O COMERCIAL: STARBUCKS Abril 25, 2009

Arquivar em: Pausa para os comerciais e para um café — Carmim e Café @ 11:22 pm

Ando pensando ultimamente em algumas seções novas aqui para o Carmim.

Uma delas está sendo inaugurada hoje com este post, será um tempo especialmente dedicado aos comerciais de café de vários países.

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A primeira série de comerciais é da famosa rede STARBUCKS Coffe Company.

Foram comerciais veiculados nos Estados Unidos, entre 2006 e 2007.

Todos apresentam formato dinâmico de exibição, com tempo em torno de 30 segundos.

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Aí vão algumas curiosidades sobre a empresa, enquanto você vai preparando seu café:

A companhia teve seu nome inspirado pelo personagem Starbuck do livro Moby Dick e seu logotipo é na verdade, o desenho de uma sereia que ao longo do tempo vem se modificando, ganhando cabelos mais longos e mostrando menos o corpo e a calda.

A Starbucks é hoje, a empresa multinacional com a maior cadeia de cafeterias do mundo e tem sua sede em Seattle, EUA. Já possui mais de 15 mil lojas em todo o mundo e abre em média 7 novas lojas ao dia.

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Agora vamos fazer uma pausa para os comerciais.

Puxe sua cadeira, pegue seu café e bom divertimento, afinal não tem hora melhor!

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Este primeiro, é o meu preferido da série. É do Doubleshot Espresso & Cream® , uma dose dupla de café espresso forte com um toque de creme que vem em lata e deve ser tomado gelado. Nos Estados Unidos é vendido nos sabores: Mocha, Coffee, Vanilla e Cinnamon Dulce O comercial apresenta o slogan: “bring on the day”, que significa algo como: “o dia pode vir que eu estou preparado para ele”, o que justificaria a música que o personagem passa a ouvir sobre o dia-a-dia dele assim que ele toma um gole do café, encorajando ele a seguir em frente e conseguir seus objetivos, e que recomeça sempre a cada novo personagem do comercial que aparece bebendo o Doubleshot Espresso & Cream®.

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O segundo é com o Michael Bublé, um dos vencedores do American Idol. Mostra a personagem querendo se sentir especial e vivendo um momento só dela, o que vai bem de encontro com o slogan da campanha que é: ” it’s your time”, algo como: “esse é o seu momento”, para o principal produto da empresa, o Frappuccino® aqui apresentado no sabor Mocha  e na versão engarrafada. O Frappuccino® é um café doce e cremoso, batido com leite e gelo, com as opções de sabores: Café, Mocha, Mocha Branco, Caramelo, Dark Chocolate e Java Chip aqui no Brasil e nos sabores: Coffee, Mocha, Mocha Lite, Caramel, Dark Chocolate Mocha e Vanilla nos Estados Unidos.

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O terceiro e último dessa primeira série, mostra a personagem aproveitando um raro momento de descanso longe do trabalho, do chefe e do colega de trabalho que insiste em querer um segundo encontro com ela. O jingle dessa campanha remete ao slogan ” it’s your time” / “esse é o seu momento” da campanha anterior, mas mostra como slogan final: “work can wait”, trabalhando o humor e que seria algo como: “o trabalho pode esperar”, para o principal produto da empresa, o Frappuccino®, mesmo produto do comercial anterior.

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Espero que tenha sido divertido!

Até a próxima série.

Aceito sugestões,heim?!

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Luciana Vaz

 

OS CAFÉS SÃO O CENTRO DE TODA AÇÃO. Abril 25, 2009

Arquivar em: Goles de outras xícaras — Carmim e Café @ 6:11 pm

Embora não seja hábito desse espaço, segue abaixo trecho de um belíssimo texto publicado em Portugal, pelo ficcionista lisboeta, Nuno Artur Silva sobre seu amor pelas casas de café. As palavras dele, se escritas por mim, não caberiam tão bem em minha boca. Não é preciso nem falar que a grafia foi mantida à moda portuguesa, para que fosse mantida toda a beleza dele e também a dança que a língua faz ao lermos um texto escrito de uma maneira à qual não estamos acostumados.

Bom leitura e bom café.

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Luciana Vaz

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O meu gosto pelos cafés não é tanto pelo que lá posso encontrar para beber ou comer. E muito menos pelo fumo, que me incomoda de sobremaneira. É antes pela capacidade que esses espaços têm para captar personagens diferentes. É um ponto de cruzamento. E os melhores cafés são aqueles que têm misturas, uma grande mistura de cores, cheiros, culturas, idades.

Como diria o escritor argentino Jorge Luís Borges (1899-1986) o destino da humanidade é a diversidade. E o café é o sítio onde se pode assistir a esse futuro, observar essa tal diversidade. Isso nem sempre acontece nos cafés da moda, destacados pelos guias de viagem, muitas vezes invadidos pelos turistas e que vão perdendo a sua cor local.

É preciso partir em busca de um espaço anônimo, onde entram alguns turistas, mas onde o que sobressai são as pessoas que fazem parte daquela cidade, daquela cultura. Onde se cruzam turistas, mas também estudantes, empresários, donas de casa, reformados, etc. Por essa razão não posso distinguir um café em Havana, por exemplo, uma vez que os cubanos – que não têm dinheiro para o café – preferem juntar-se nas ruas de Havana velha, no mercado.

Percebo quem gosta de ir em busca da natureza, da praia, das montanhas. Mas sou um bocado tipo Woddy Allen: a montanha é engraçada, bonita, óptima para respirar mas ao fim de dois dias já estou a procurar os sítios onde se pode ir ao cinema, encontrar pessoas, ver exposições, etc. Na praia passa-se o mesmo: gosto muito, até mais do que a montanha, mas tenho que ter um espaço para me sentar, ler, conversar com os amigos. Porque o que eu gosto mesmo é de viajar em busca das pessoas. Gosto dos sítios, mas para mim os espaços sem as pessoas ficam incompletos. Eu gosto mesmo é das pessoas. Viajo sempre um pouco com o espírito do ornitólogo, mas em vez de aves observo as pessoas.

A possibilidade de naquele momento, naquele espaço se cruzarem pessoas que talvez nunca mais se encontrem ou se calhar até se vão conhecer daqui a cinco anos, mas entretanto já se cruzaram sem dar por isso, exerce sobre mim um enorme fascínio. É esta idéia de sincronia (estão todos – cada um com a sua história, com a sua particularidade – ali, no mesmo dia, à mesma hora) que me faz estar alí, sentado.

A idéia de ir observando é essencial num café.  Ali, naquele espaço, assiste-se à vida, ouve-se falar línguas diferentes, pronúncias distintas da mesma língua, ouvem-se pedaços da vida de alguém como se fossem episódios de uma série inacabada, em que o final pode ser desenhado pela nossa imaginação. Se calhar é um pouco deformação profissional: o gosto por observar pessoas. E os cafés são o centro de toda a acção.

Nuno Artur Silva, excerto da crônica “Visto por”, publicada no suplemento Fugas do Jornal Público (Portugal), de 17.02.2008

Estátua de Fernando Pessoa, posicionada na mesa preferida do escritor, no café A Brasileira, localizado junto ao Largo do Chiado, em Lisboa.

Estátua de Fernando Pessoa em sua mesa preferida no café A Brasileira, localizado junto ao Largo do Chiado, em Lisboa.

 

CAMINHO Janeiro 14, 2009

Arquivar em: Aromas do dia - Vida Carmim — Carmim e Café @ 9:26 pm

Que seja esse então, traçado pela inspiração, o meu caminho.

Marcado a giz e reescrito à cada sopro de vontade.

Caminho de certeza bamba, que nem eu sei aonde leva.

Caminho andado corrido, andado sofrido, andado manso e pulado.

Tem até mesmo caminho que ainda não foi andado.

Que seja esse então o meu caminho.

Afinal, já não sei se eu o sigo ou se é ele que me cria.

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Luciana Vaz

(Vídeo: Capitu e seus encantos – A dança / Trecho da minissérie Capitu, 2008 – Projeto Quadrante. Música: Elephant Gun/ Beirut)

 

CONSTRUA SUAS MUDANÇAS. FELIZ 2009! Janeiro 1, 2009

Arquivar em: Aromas do dia - Vida Carmim — Carmim e Café @ 3:37 pm

Que nesse ano se construa a mudança. Aquela que nos aproxima de quem realmente somos.

Que a tentativa tenha muito mais sabor do que a espera.

Que a luta seja diária e constante, pra nos fazer lembrar que a felicidade e a realização também são.

Que não seja obrigatório alcançar o pódio da vida.

Que a soma de nossas pequeninas mudanças, realizações diárias, rompantes de coragem e alegrias inesperadas, passe a ser o critério que nos define como pessoa que constrói.

Que esse seja um ano tanto de bravura quanto de candura.

Um 2009 sinceramente feliz para todos!

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Luciana Vaz

( Vídeo: Acredite em você / Música: You had a bad day – Daniel Powter)

 

UMA ÚNICA CAIXA Julho 29, 2008

Arquivar em: Uma história por xícara - Textos — Carmim e Café @ 12:43 pm
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- Sim, Ana passou aqui.

Colocou toda sua vida em uma caixa.

Uma única caixa.

Teve o cuidado de deixar sem tampa, me disse que sua vida precisava de ar fresco.

Colocou com esmero meia dúzia de sonhos  nos ombros e foi.

É uma pena que você não tenha chegado um pouco mais cedo. Teria encontrado com ela.

- Sim, Ana passou por aqui.

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Luciana Vaz

Fotografia: Light bulb over wooden box ( Penelope Edgar/Zefá )

 

O SIGNIFICADO DAS PALAVRAS E O AMOR Julho 28, 2008

Arquivar em: Prateleira para os grãos - Fragmentos — Carmim e Café @ 2:59 pm
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O mais incrível de tudo, é que em tão poucos dias de ausência, você conseguiu aproximar antônimos e transformá-los em sinônimos.

Tua ausência é hoje em mim absolutamente presente.

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Luciana Vaz

 

DESTINATÁRIO: VOCÊ Julho 25, 2008

Arquivar em: Aromas do dia - Vida Carmim — Carmim e Café @ 10:45 pm
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Querido,

já perdí a conta de quantas vezes hoje tive desejo de te escrever coisas bonitas e aproveitar para te contar todas as verdades do meu mundo que você não assistiu nestes dias ausente.

O melhor que consegui, são essas linhas que não contam tudo, mas que você lê agora.

É nas horas que penso em te escrever que sinto uma inveja ladra, uma vontade de roubar a inspiração de todas as pessoas que sempre amei ler em minha vida.

De qualquer forma, queria te contar que o mais inesperado nesses dias, foi perceber que as coisas mais inusitadas serviram pra te trazer pra junto de mim.

Na quinta-feira indo para o serviço, olhei pela janela do ônibus e tive um desses momentos.

Uma moça se espreguiçava na sacada de um desses edifícios antigos do centro da cidade, um solzinho brando batia na janela, o rapaz fazendo uma dancinha divertida tentava a qualquer preço roubar seu sorriso.

Ela sem relutar, sorriu.

Talvez essa história não faça sentido pra você. Talvez faça.

Mas foi extremamente significativa pra mim, me provou que até no amor alheio, consigo ver um reflexo do nosso.

As saudades crescem.

Amor

Be

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Luciana Vaz

 

LICENÇA DE USO Junho 24, 2008

 

 Como eu ainda não havia dito:

 

Todos os textos do blog Carmim e Café são de autoria de Luciana Vaz Cameira e estão protegidos através da licença Creative Commons Atribuição – Uso Não-Comercial – Vedada a criação de obras derivadas 2.5 Brasil

Puxe sua cadeira e pegue mais um café, vou tentar simplificar:

 

 

O que você pode fazer?

  • Copiar, distribuir, exibir e executar textos deste blog desde que o crédito seja dado exclusivamente à autora.

O que você não pode fazer?

  • Utilizar estes textos, total ou parcialmente, para fins comerciais.
  • Criar obras derivadas.

Ou seja, você não pode alterar, transformar ou criar outra obra com base em qualquer texto publicado neste blog, nem que o crédito seja dado à autora.

O que é obrigatório fazer?

  • Dar o crédito à autora em qualquer um dos casos permitidos.

Para os casos que não constam nesta licença, valerá a legislação vigente.

Nada nesta licença impede ou restringe os direitos morais do autor.

Se você quiser ler um pouco mais enquanto saboreia seu café, seguem os links:

http://creativecommons.org/

http://www.creativecommons.org.br/

Boa leitura e bom café!

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Luciana Vaz

 

 

BORDANDO VERDADES Fevereiro 10, 2008

Arquivar em: Prateleira para os grãos - Fragmentos — Carmim e Café @ 2:36 pm
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Minha forma de escrever é muito parecida com minha maneira de viver. Ando em mil estradas para só então descobrir em qual delas meus pés se encaixam. Junto minhas verdades bordadas pelo tempo e sigo me buscando.
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Luciana Vaz

Ilustração: Ji Yunzhe

 

A PORTA SE ABRIU Dezembro 2, 2007

Arquivar em: Uma história por xícara - Textos — Carmim e Café @ 8:09 pm
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Imagem: A estação de trem – Reginaldo Lima

Esperou anos para que tudo se resolvesse. Mais um pouco e acreditaria que a absoluta ausência de mudança seria sua única possibilidade.
Enquanto coava o café, se lembrou da árvore de tronco cheio de espinhos que tentava subir na infância. Olhou para as cicatrizes das mãos. Riu sozinha.
Deixou o café ainda pingando e ligou apressada.
- Alô.
- Sou eu.
- Aconteceu alguma coisa?
- Aconteceu. Preciso ir.
- Ir aonde?!
- Preciso ir…juntar todas as penas de mim e criar asas. Preciso ir.
- Você está louca?! E a casa? E as suas coisas? E…além do mais, duvido que você vá!
Foi assim. Viveram juntos e se separaram.
Faltou que ele dissesse ao menos que não queria que ela fosse embora e que sentiria saudades.
Varou noites em claro, gritou escondida, chorou sozinha e até mesmo no meio da multidão, optou por não contar à ninguém para logo depois contar a um por um de seus amigos, como quem se confessa buscando absolvição, mudou de planos incontáveis vezes e tentou ser forte.
Passaram – se meses e ela o reencontrou no trem, cercados de coadjuvantes que nunca fizeram parte de sua história.
Ele finalmente disse à ela tudo que ela queria ouvir. Até mesmo aquelas frases que ela julgou que nem mesmo nascendo novamente ele lhe diria. Logo depois lançou aquele sorriso que ela conhecia tão bem – não importa quanto tempo faça, ela me quer de volta.
Ela afastou os braços dele delicadamente com as mãos. A delicadeza de quem soube usar os espinhos para chegar ao alto e enxergar novos horizontes.
Desejou a ele toda a sorte que pudesse alcançar, depositou um beijo em seu rosto e lhe acenou batendo os cílios.
O trem chegou à estação. A porta do vagão se abriu. Sua vida também.
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Luciana Vaz