
Querido,
já perdí a conta de quantas vezes hoje tive desejo de te escrever coisas bonitas e aproveitar para te contar todas as verdades do meu mundo que você não assistiu nestes dias ausente.
O melhor que consegui, são essas linhas que não contam tudo, mas que você lê agora.
É nas horas que penso em te escrever que sinto uma inveja ladra, uma vontade de roubar a inspiração de todas as pessoas que sempre amei ler em minha vida.
De qualquer forma, queria te contar que o mais inesperado nesses dias, foi perceber que as coisas mais inusitadas serviram pra te trazer pra junto de mim.
Na quinta-feira indo para o serviço, olhei pela janela do ônibus e tive um desses momentos.
Uma moça se espreguiçava na sacada de um desses edifícios antigos do centro da cidade, um solzinho brando batia na janela, o rapaz fazendo uma dancinha divertida tentava a qualquer preço roubar seu sorriso.
Ela sem relutar, sorriu.
Talvez essa história não faça sentido pra você. Talvez faça.
Mas foi extremamente significativa pra mim, me provou que até no amor alheio, consigo ver um reflexo do nosso.
As saudades crescem.
Amor
Be
.
.
Luciana Vaz