Novembro 29, 2007

CASTANHOS DA COR DA TERRA

…e que após uma vida inteira de deslumbramentos e transformações, você me olhe com esses seus olhos castanhos – de um marrom da cor da terra em que plantei para sempre meu amor – batendo seus cílios como quem bate asas e pense:
“Ela é minha borboletra…minha borboletrinha!”
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Luciana Vaz

Novembro 28, 2007

PASSOS NOVOS PARA NOVOS CAMINHOS

Sei que num primeiro momento o que te parece é que abandonei Carmim, mas as aparências enganam,te enganam, me enganam…não se esqueça nunca disso.
Esse período que não foi registrado por aqui, foi marcado por uma reveladora fase de transformação e, acima de tudo, de descoberta de quem eu sou e para aonde eu vou, mais do que necessária para ser de fato merecedora de todos os dias puxar uma cadeira e vir tomar café enquanto me desfaço em linhas para você…
Agora que me sinto inteira, já estou pronta para me dividir.E tenho tanto pra te contar…
Mudei de carreira -  não, acho que soaria mais certo se eu te dissesse que reencontrei meu caminho.
Não tem como não se jogar para a mudança – mesmo sem ter certeza do que existe lá no fundo para te amparar -  quando você se apercebe da diferença incrível que existe entre querer muito e querer somente.
Quer pegar mais um café?A conversa é longa e eu te espero.
É tão curioso, mas nos ultimos tempos, vez ou outra me vem essa sensação – como um lampejo, relâmpago que ilumina tudo a volta – que viví essa vida toda ensaiando, para só agora rumar na direção de tudo que eu posso ser.
O chão da vida é absolutamente idêntico para todos nós, o que faz a diferença é você saber que seu caminho vida afora, parte sempre de dentro.
O meu caminho é cercado de palavras e livros e será deles que o mundo estará um pouco mais povoado em quatro anos, quando eu estiver pronta para me jogar no mercado editorial…de braços abertos e mente clara, porque como dizia Clarice Lispector: [...] talvez porque para as outras vocações eu precisaria de um longo aprendizado, enquanto para escrever o aprendizado é a própria vida se vivendo em nós e ao redor de nós. [...]
Voltei a me escrever pra você e isso significa muito…
Te encontro em breve,
Luciana
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Junho 27, 2007

O MUNDO QUE NOS CERCA, NASCEU PRIMEIRO EM NOSSOS OLHOS

Mais perigosas do que as incertezas que nos sacodem, são as certezas que construímos para convencer o mundo e principalmente a nós mesmos
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Luciana Vaz

Junho 26, 2007

CAMINHE

A vida é uma provocação.
Aceito. Quero tentar.
Não quero passar os dias contorcendo o passado pra criar uma história que não tive coragem de viver.
Faço o possível – nem sempre é muito – e aceito de bom grado o improvável que a vida me presenteia vez ou outra.
Porque não muda? Não grita? Não recria?
O mundo condena o erro. O que é erro pra você?
Andei pensando…
Quero mudar.
Pense-se ao extremo, procure em você o que te mobiliza, te move e te conduz.
Respeite suas crenças, seus instintos e seu tempo.
Se critique, se perdoe e principalmente recomece.
Particularmente, não acredito em que acerta sempre.
Recue quantas vezes forem necessárias.
Minha teimosia não me deixa desistir. Sigo me encantando.
Faça por você. Permita-se.
Livre-se de tudo que não for essencial. É incrível como enchemos as gavetas, a estante e a vida com coisas que já não nos servem mais.
Não peça desculpas à você, nem tão pouco aos outros por querer ficar sozinho, por pensar alto, por mudar de idéia, por desistir ou por não desistir de jeito algum.
Se estiver com dúvidas, ouça-as.
Viva. Se persiga sempre e se possível se encontre.
Na vida não há sentido obrigatório ou contramão.
Caminhe para dentro.
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Luciana Vaz

Junho 21, 2007

CRIAR E CRER


Carmim e Café foi concebido com imensa paixão.

Veio ao mundo assim como eu sob o Sol de Gêmeos e uma existência cheia de possibilidades.
Demorou a nascer, porque precisou de tempo para se questionar.
Chegou à conclusão que mais valia fazer parte do mundo do que analisá-lo de fora.
Quanto à mim, quero salvar a memória das conversas sem pressa e do afeto que de fato me afetou.
O que importa é criar e crer.
Até hoje, quando me olho no espelho, vejo que nem nos meus sonhos de infância – dos mais tímidos aos mais debochados – imaginei que eu seria assim.
Nem a mais fértil imaginação é capaz de dar conta de tudo que pode acontecer.
Escolho minhas verdades. Crio histórias.
Por ironia, a mais difícil de criar ainda é a minha.
Começa mais ou menos assim…
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Luciana Vaz